Mais do que um direito de escolha.
05 set 2011 Deixe um comentário
Estive pensando..Ter amigos é um direito de escolha.
A gente não pode escolher quem serão nossos pais, em que país nasceremos, o nosso sexo…Mas amigos são as escolhas de cada um.
Ninguém nos obriga a sermos amigos, nem podemos pagar para o outro ser nosso amigo.Somos amigos porque temos algo em comum, porque não temos nada em comum, somos amigos porque convivemos , porque gostamos de ‘primeira’ daquela pessoa. Somos amigos porque o raro sentimento da amizade abrange um sentimento mais do que bonito: Raro, ultimamente. Ter amigos significa não ter preconceito. É dizer quem é seu amigo e falar também , quem você é.
Chamar alguém de amigo é amar aquela pessoa mesmo depois de conhecer seus defeitos e limitações. Eu falo daquela amizade que passa da superficialidade. Em tempos onde as pessoas não confiam mais nas outras, ter UM amigo que for, já é um enorme privilégio.
Amigo não é pra se guardar do lado esquerdo do peito. Amigo é coisa pra se amar e deixá-lo saber. É dar uma vigésima chance. Guardo sim, as histórias e fotos que eu tenho com meus amigos, mas peco quando esqueço de mostrá-los o quanto são importantes.
Deve ser por isso que muitos amigos acabam magoando uns aos outros e as amizades acabam. Porque quanto maior o amor, maior a expectativa. E em algum momento da vida, não demos a atenção suficente, carinho suficiente, o cuidado suficiente. Todo nobre sentimento necessita de um cuidado especial.
Já dizia o poeta Vinícius de Moraes , que a gente não faz amigos: reconhece-os.
Os virtuais, os de infância, os velhos, os novos, os que sobrevivem à distância: Eu os reconheci.
E por ter os reconhecido, hoje eles me conhecem , sabem do que eu sou capaz, torcem para que eu vença na vida , perdoam quando eu erro e esperam que daqui alguns anos eu possa lembrar não apenas de seus nomes, mas da enorme felicidade que eu sinto por tê-los por perto. Todos. Dentro do coração.
Entre um “obrigada” e outro: Um texto.
01 set 2011 Deixe um comentário
Sobre as coisas que eu deveria lembrar,não apenas hoje, mas todos os dias.
A primeira festa que fizeram pra mim, foi quando eu nasci. Eu não me lembro.Mas sei que a partir deste dia, todo o ano, as pessoas comemoram e desejam felicidades. Primeiro dia. Três meses antes do final do ano.
Há alguns anos atrás, fazer aniversário soava como contagem regressiva para mim. Não somava anos de vida, diminuía-os.
Aniversário é sim uma contagem regressiva, porém é também um aprendizado a cada ano que passa.
Aniversário serve para que eu aprenda a ser grata. Grata pela vida que tenho, pela família que tenho, pelos amigos que me amam apesar de conhecerem de perto meus defeitos.
Engraçado. A vida deveria nos ensinar isso, mas no fundo, deixa apenas lição. Amar as pessoas como se não houvesse amanhã.
Além de ganhar presentes, é importante lembrar de que mais importante mesmo são as pessoas. Ser presente na vida das pessoas. Fisicamente ou não.
Eu não sei quantos anos a mais Deus vai permitir que eu comemore. O que eu posso é fazer com que a cada ano, eu tenha mais motivos e razões por ter nascido.
Conta outra.
25 ago 2011 1 Comentário
Ah, conta outra vai? Nessa eu não caio mais.
Passou o tempo em que eu idealizava as coisas, as pessoas, o meu futuro e tudo em volta. Ideal é o que fazemos com o que temos.
Você pensou que ia me pegar com essa de novo, vida? Com essa história de que eu não posso, que eu não consigo, que eu deveria esquecer. Esqueço nada, sua boba. Vez ou outra de pagar uma conta, de ligar o despertador, de tomar remédio na hora certa. Mas esquecer de ser feliz? Dificil einh….
Você é curta demais, vida. Curta demais pra me amedrontar. Você um dia vai acabar. E ó, ta vendo? Nem preocupada eu estou.
Conta outra que eu tenho que desistir só porque é difícil? A maioria das histórias que me contavam quando eu era criança eram apenas histórias.Castelos não existem, eu já sei. Mas as escadas e estradas ficam menores, melhores e acessíveis,depois que a gente cresce. Não acredito mais em papai Noel. Eu acredito agora, no papai do Céu. E esse é especialista em causas impossíveis.
Agora eu sei. Agora eu entendo.O tempo ajustou e agora minha retina tem foco.
E o tempo passa. E eu tenho pressa. E eu continuo acreditando.
Não tenho tempo para perda de tempo, amores mal resolvidos, sonhos fracassados, pessoas pessimistas, erros empoeirados..
Ta vendo, ó? Estou leve como uma pluma. Desiste logo. Conta outra, eu não acredito que você seja tão ruim assim, da forma que você diz. Acho que andaram falando tanto que você era difícil que você acreditou..
Você nem é tão rabugenta assim, você é linda.
Conta outra, vida.
Vai ser difícil eu não acreditar em você.
Histórias
22 ago 2011 Deixe um comentário
( So
bre as histórias que nos contam, sobre as histórias que contam sobre nós.)
Cada um tem a sua. Escrevemos o nosso ‘era uma vez’ a partir do momento em que nascemos. Começa com a data de nosso nascimento. Data. Horário. Inicia-se com nosso nome e sobrenome.
Nossos pais contam coisas sobre nós que não lembramos. Mas ainda sim era você, era eu, éramos todos nós.
Temos histórias com as pessoas. Que não são necessariamente as mesmas histórias que os outros contam sobre nós.
Em um livro, somos os mocinhos. Já no outro, bem na prateleira de baixo, um pouco empoeirado, viramos os vilões. Fizemos pirraça, achamos que ter boa vontade é o suficiente.Pulamos linhas, comemos letras.
Temos planos, sonhos. E tudo isso faz parte destas histórias. E a vida é isso. Histórias intercaladas com as de outras pessoas, e nunca contadas da mesma forma.
Porque tudo depende do narrador. Da forma que ele vê e descreve.
Nunca fui boa em narrar histórias. Sempre preferi em primeira pessoa.No texto e na vida.
A minha história vira apenas autobiografia para quem lê.
Aprendi que as verdadeiras dores, sofrimentos, felicidades e realizações podem ser vistas aos olhos dos outros, mas nunca da forma que realmente foi sentida.
Fui eu que senti a perda , fui eu que dormi sorrindo, sou eu que persevero acreditando. Seria maldade querer que os outros entendam.
No decorrer da história, criamos atalhos, construímos casas de palha, comemos a maçã envenenada, viramos abóbora depois da meia noite.
Desculpem, queridos. Mas só posso contar a minha história pelo meu ponto de vista. Nelas alguns de vocês podem achar dramalhão mexicano, podem não observar os detalhes que fizeram a diferença. Podem achar força onde eu já não vejo.
Quando compartilho, apenas quero tornar uma história que de minha , passa a ser de todos que a lêem.
Por tanto tempo ouvindo histórias de lobos, fantasmas, bruxas, fadas e princesas, é hora de escrever o “The end”.
O que eu quero dizer é que muitas vezes esperamos que os outros vivam uma história que não podem ser deles. E nunca serão. Os outros dão a devida importância que eles quiserem. E isso não é egoísmo. É, porque simplesmente é assim.
O final feliz da história não depende de quem a conta e sim de quem a faz.
Pai.
08 ago 2011 1 Comentário
Não se pode falar sobre um assunto sem que o conheça e no dia dos pais não consigo não falar do meu pai.
Se você olhar pra ele, vai ter certeza: Aquele homem é o pai da Aline.
É por ele que eu escrevo, que sou loira, que falo muito, que tiro de letra os problemas com um sorriso, que sou esquecida demais e feliz com as coisas simples.
Eu cresci ouvindo ele dizer que tudo ia dar certo. E acreditei.
Aquele homem. Aquele homem que não é um herói, mas minhas lembranças se enchem de alegria com as brincadeiras simples que ele fazia, das histórias que ele me contava antes de dormir, da mão forte me segurando para que eu não tenha medo da injeção depois de grande.
Aquele homem não esteve ao meu lado em muitas fases da minha vida. Mas estava ao meu lado quando tive meu filho, me dizendo para que eu não me preocupasse com nada, que estava tudo certo. Apoiando sem culpa, acalmando com as palavras sutis,embora doces.
Aquele homem não me liga sempre. Mas todas as vezes que ouço a sua voz, sinto algo que só pode ser carinho. Todos os poucos momentos com ele são doces e poéticos. Aquele homem é um poeta.
Aquele homem que ensina com metáforas, que tem uma forma fácil de ensinar sobre a vida. Hoje, com uma nova vida, de cabelos brancos e já avô.
Eu quero ser alguém na vida pra orgulhar aquele homem.
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Parabéns a todos que entendem o significado da palavra, porque certidão de nascimento nenhuma ensina a ser pai.
Parabéns a todas as mães que vestem a calça e dão duro para criar seus filhos sozinhas.
Se tem uma coisa que eu aprendi neste tempo é que idealizar mãe/pai só faz com que engrandeçamos os seus defeitos e esqueçamos que nossos pais só fizeram uma coisa nessa vida: Eles apenas foram o melhor que eles podiam ser.
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*Texto publicado no Jornal Boca / Balneário Camboriu
Acorde.
08 jul 2011 Deixe um comentário

Acordar para um novo dia significa que ganhamos de Deus mais um dia para mudarmos a nossa história. Tudo bem que nesse frio você gostaria de ficar na cama, que ás vezes não dá vontade de sair dela e que são raros os dias em que dormimos o suficiente para não nos sentirmos cansados. Mas na verdade, se você parar pra pensar, um novo dia é um presente que só falta o laço.
Tenho experimentado pensar nisto toda vez que abro os olhos. “Mais um presente”
Acordar não significa apenas abrir os olhos. Significa olharmos de verdade para a preciosa vida que temos. Problemas, todos tem. Dificuldades, falta de grana, problemas no trabalho.. Mas nem todos receberam o privilégio de acordar hoje.Como eu e você.
Se você parar pra pensar, hoje é o dia mais importante da sua vida. É neste dia que podemos rever nossos conceitos, verificar nossos erros e fazer tudo de novo. Página em branco. Não é segredo nenhum que o que fazemos hoje determinará o que seremos no futuro.
Não sou hipócrita em dizer que tem vezes que a gente acorda de mau humor sim, que pensamos muitas vezes em desistir. Pode acontecer, como diz o ditado ‘ninguém é de ferro.’ mas não pode se tornar um hábito como escovar os dentes logo após acordar.
A letra conhecida de Renato Russo diz que precisamos amar as pessoas como se não houvesse amanhã.É a verdade sendo tocada em nossos ouvidos.
“Se você parar pra pensar, na verdade não há.”
Um texto para os namorados
07 jun 2011 1 Comentário
[Aproveitando o clima de 12-de-junho]
Ok. Você deve estar se perguntando: “O que uma solteira pode dizer sobre o dia dos namorados? “
E a resposta é: Não caros leitores, não vou reclamar da solidão nem falar sobre como é não ter um namorado enquanto parece que todo o mundo tem a tampa da panela e só você, no caso eu, é uma cambuca. Eu já fiz as pazes com o amor e além do mais, vou poupá-los do drama.
Hoje eu vim aqui levantar a bandeira do amor. Ah amor, essa raposa! As pessoas não dormem, não comem, enlouquecem, choram de alegria, sorriem pelos cantos, cantam “É o amor” do Zezé & Luciano sem pensar na tamanha breguice.
O amor, que dizem que é sentimento, mas que não pode ser descrito. O amor, que ninguém sabe se vem do coração ou se nasce do pensamento. O amor que pega a gente na contramão, que acaba sem motivo palpável.
Aí então, Titãs vem aos meus ouvidos e como uma arma colocada na minha cabeça diz: “Existem provas de amor,provas de amor apenas. Não existe amor.”
Peraí. Eu ouvi direito? Como assim não existe? Claro que ele existe. Eu até já senti, você sente, o seu namorado sente, a sua mãe sempre diz que sente por você. Que petulância dizer que não existe tal sentimento que de tão real, dá quase pra tocar e sentir o cheiro.
Essa frase ficou martelando na minha cabeça por horas. Provas de amor. Ta aí. Depois de algumas conclusões internas, entendi a charada do compositor. Acho que agora eu entendi. Que o amor por si só, não existe. O amor é um verbo que precisa de complemento. Precisa de uma ação, uma reação, uma demonstração que seja. Provas de amor. Você pode dizer que ama. Mas se, na hora que a outra pessoa precisar de você, você não colocar este amor em prática, por mais que você fique chateado comigo: Mas não é amor. Se você não respeita, não é amor. Se não se orgulha nem sente admiração, já foi amor. Se você diz que perdoa, mas no fundo ainda carrega mágoas, não é mais amor. O amor é o mais exibido dos sentimentos. Gosta de estar á mostra, sendo paparicado e lembrado. O amor não existe sem um beijo, sem um telefonema no meio da tarde, sem um presente só pra dizer que lembrou, sem uma atitude que demonstre que de verdade, é amor. Os outros podem dizer que o que você sente não se chama amor. Mas se você provar dele, não terá duvidas. Porque amor não deixa dúvidas. Gosta de tudo ás claras. A paixão pode até gostar de um pouquinho de incertezas, mas o amor não. O amor sente necessidade de ser construído em um chão.
Então, meus queridos enamorados: Provem aos seus amores. Provem também o amor no mais complexo direito de senti-lo. Comprem presentes, digam, refaçam seus votos ( Relembre-os se necessário) Quando você faz por quem você ama, muito mais do que você faria por qualquer outro,aí sim você está amando. Antes disso, amor é apenas uma palavrinha qualquer como dizer bom dia, só por educação. Faça o amor que você sente virar uma qualidade sua. A mais bela delas. Dizer que ama, todo mundo diz.
Mas demonstrar, só fazem aqueles que amam de verdade.
Não importa o que os outros vão pensar.
23 mai 2011 1 Comentário
Já ouvi muitas vezes a frase: “Não importa o que os outros vão pensar.”
Conselhos com esta frase então, já ouvi aos montes.
Vai dizer que nunca ninguém te disse pra fazer o que você estava com vontade, seguir seu coração sem se importar com o que os outros iriam pensar e dizer de você?
E eu acredito mesmo que devemos fazer o que temos vontade, seguirmos o nosso coração e tudo mais. Mas esse não é o ponto. O fato é que sim, eu me importo, você se importa com o que os outros vão pensar a respeito da gente. Embora não declaramos isso verbalmente, no fundo, a verdade é apenas essa.
Nós, seres humanos, precisamos de aceitação. Importamo-nos com fazer tudo direitinho no primeiro encontro, em vestir a roupa certa, em causar uma boa impressão.
Você quer que os outros gostem de você. Que te achem um cara bacana e boa pinta, uma garota engraçada e inteligente além de bonita, você quer que te convidem para um segundo encontro. Você não quer só ser chamado para a entrevista: você quer ser aceito e empregado.
Esses dias mesmo, vivenciei um exemplo dessa minha teoria simplista. Eu estava no supermercado quando uma criança começou a chorar e se jogar no chão. A mãe, constrangida, disse a ele: “Olha a moça te olhando filho, o que ela vai pensar? “ Não adiantou.
Aquele menino não estava nem aí pro que eu estava pensando. Continuou berrando. E aquela mãe morrendo de medo do que eu ia pensar dela, na verdade.
Mas a gente cresce, seja pra cima ou pros lados, e embora tentemos não nos preocupar com a nossa reputação, a gente se importa. E não adianta me enganar.
Quando fui convidada para escrever neste jornal, senti tremores e calafrios. Perguntei se tinha algum tema, gênero, alguma coisa que pudesse me basear. Tema livre, escrever sobre qualquer coisa. E eu precisava escrever algo para que as pessoas ao menos, se identificassem.
Depois disso, olhei-me no espelho e disse: Escreva o que você quiser, não importa o que os outros vão pensar.
O medo da aceitação nunca pode ser maior do que a nossa vontade de acertar. Aceitar e acertar são palavras muito parecidas, só muda uma letra: E quanta diferença! Com o tempo aprendi que as pessoas gostam da gente, do jeito somos. Com as qualidades e defeitos. É impossível agradar a todos, as pessoas muitas vezes tem uma visão diferente de quem realmente somos.
Mas não importa o que os outros pensem. Contanto que os outros gostem.
* Texto publicado na 2ª edição do Jornal das Nações – Balneário Camboriu- SC
Sonhos
13 mai 2011 5 Comentários
Quem um dia não teve um sonho na vida?
Somos uma máquina de fazer sonhos. Eles são o combustível para a humanidade.
Martin Luther Kin tinha um sonho. “I have a dream.” Foi assim que ele iniciou o seu discurso mais conhecido. Ele tinha o sonho de unir negros e brancos.
Fala sério, todos nós sonhamos. Crianças sonham em ser grandes, sonhamos em ser bem sucedidos para ajudar os pais, sonhamos em escrever um livro um dia, ter filhos, viajar pela Europa.
Até mesmo as mais modernas, sonham em casar. Até os homens mais carrascos, sonham em ter um amor pra vida. Até quem já enterrou todos os sonhos por medo ou culpa, talvez pela sensação da incapacidade de realizar. Até esses sonham em um dia, resgatar aqueles sonhos da infância.
Sonhamos com nosso futuro, com o carro novo, sonhamos em um dia poder viajar pelo mundo, sonhamos em fazer as pazes com um amigo de infância, sonhamos em ter uma velhice tranqüila.. Sonhamos com o rosto de nossos filhos quando ainda não o temos. Sonhamos. Como se sonhar fosse um verbo que não necessitasse de preposição ou verbo auxiliar.
Tenho uma irmã (que apenas não nasceu na mesma família). E desde que a conheço, ela tinha dois grandes sonhos na vida : Casar e conhecer a Disney.
Sonhou tanto, que achou seu príncipe e casou com ele. Eu tive a sorte de fotografar tudo para que ela acreditasse que foi de verdade.
E esta semana embarcará para a Disney junto com seu marido. Perguntei a ela como estava se sentindo e ela não soube dizer. Constatei que ela deveria ter sonhado tanto com aquilo, desejado tanto aquilo, que não sabia o que fazer depois que o sonho se tornasse real. Tinha medo de não ser do jeito que ela sempre sonhou.
Sabe aquela piadinha sem graça de que se você não encontrar o sonho, é para procurar em outra padaria da esquina? É isso. Depois de um sonho realizado, podemos seguir para os próximos. Aliás, não existe limite estipulado por pessoa. Podemos ter todos os sonhos do mundo.
Não , não devemos ter medo dos nossos sonhos! Nossos sonhos não precisam ser grandes, impossíveis ou mirabolantes. Eles precisam apenas existir. Sonhar é uma das poucas coisas deste mundo que fazemos de graça. O superfaturamento do mundo tá feio, minha gente. Deveríamos aproveitar. E olha,sonhar não custa nada e vale tanto.
Viver é melhor que sonhar – Elis já dava a dica. Mas sem sonhos, não poderiamos caracteriza-la como vida.
Ser mãe
09 mai 2011 3 Comentários
Ninguém me avisou que ser mãe era uma tarefa difícil, bem longe da perfeição.
E se disseram, devo ter achado exagero. “Se não fosse tão bom, seria tão difícil.” Disse eu, sem saber o que estava falando.
Ser mãe é um teste de paciência.
Ao acordar de madrugada com o choro do filho, surge uma descoberta adorável: Aquele serzinho tão indefeso, pára o choro ao receber o seu colo.
Filhos reconhecem a mãe pelo cheiro. A partir do momento que nascem, os bebês já sabem: Essa é minha mãe.
Ser mãe é um teste de frescura.
Não há como sentir nojo do cocô, do vômito, do nariz escorrendo, porque quem precisa limpar tudo isso é você.
Ser mãe é aprender a apreciar os pequenos momentos.
A primeira palavra, os primeiros passos. É fazer coisas por ele, as quais você não faria por si mesma. Ser mãe é entender gestos.
Ser mãe não é tudo.
Apesar da abnegação, da renúncia e do sacrifício: Ser mãe é entender que você só pode ensinar seu filho, dando exemplo. De ter amor próprio, amar ao próximo,de ter educação, não mentir ou enganar. Eles, os filhos, estão olhando o tempo todo para nós, as mães. Permitir-se errar e reconhecê-lo é o melhor ensinamento que eu aprendi como mãe.
Quando nos tornamos mães, aprendemos a entender as nossas próprias mães. Elas, como você e eu, não são perfeitas, geraram uma vida e Deus deu a elas a obrigação de criar da melhor forma possível. E por mais que elas tenham errado um dia, estavam (sempre) tentando acertar.
Hoje eu entendo a preocupação de comer todo o feijão do prato, de não andar descalço, de dormir cedo.
Entendo o que é acordar no meio da noite só pra saber se o filho está coberto.
Ser mãe é ultrapassar os limites da perfeição tornando-se um ser perfeitamente maravilhoso, apesar de ser apenas um ser humano. Com seus erros e falhas e tentativas de acerto.
Ser mãe é não ter certeza se tanta renúncia vale realmente a pena. E mesmo assim: Ser.







